Compositor: Iñaki Antón / Robe
Não sei em que parte dessa história
Perdi o argumento primário
Não sei que porra me incomoda
Vou conforme diz o calendário
A primavera chega de novo
E o Sol me incomoda
Alma que nunca derrete
E reclama do calor
Faço a conta de memória
Pra não perder nenhuma estrela
Olha que, em silêncio, essa euforia
Brotam ervas e me cresce o cabelo
A primavera chega de novo
E o Sol me incomoda
Alma que nunca derrete
E reclama do calor
Sofro de loucura passageira
Desço à terra e cruzo
A linha divisória
Que separa, nessa história
A loucura e a razão
Porra
Um barulho do demônio
Se mete na minha cabeça
Dentro de mim, dispara um raio do caralho que não para
Duro
Eu sigo todo duro
Na mesma trajetória
E não entendo por que você tá cada vez mais distante
Agora que não entendo mais nada
E metade do meu cérebro não funciona
Quero saber se, dentro da sua calcinha
Está a chave do mistério
Entro e reviro suas roupas estendidas
Pra ver se ali estou eu
Porra, que noite tão escura
Dentro do seu quarto
Sofro de loucura passageira
Desço à terra e cruzo
A linha divisória
Que separa, nessa história
A loucura e a razão
Porra
Um barulho do demônio
Se mete na minha cabeça
Dentro de mim, dispara um raio do caralho que não para
Duro
Eu sigo todo duro
Na mesma trajetória
E não entendo por que você tá cada vez mais distante
Jogado na rua, numa esquina
Ia quase pegando no sono
E vi as andorinhas espertas
Pendurar, na sua varanda, o ninho
E outra vez
Uma e outra vez
Outra vez
Uma e outra vez
Outra vez
Me sinto leve
Sem querer
Escapo do chão
Diante da sua janela
Voltando a pousar
Aprendo o canto de um pintassilgo
E a voltar a começar
Outra vez
Uma e outra vez
Outra vez
Como um aguaceiro
Que ao cair
Perguntava ao céu
Não me importa mais
Não me machuca mais
Não me lembro mais
Se foi só imaginação
Não me deixo mais levar
Mas se o vento não sopra, melhor
Que estou vendo moinhos
Já vamos acertar as contas
Um gigante sem tamanho
Que com certeza me sinto melhor
Depois de ter vencido
Eu sempre sou minha guerra
O que faz essa cabra
Fora do rebanho?
Vamos jogar ela
Do campanário
Se perguntarem por mim
Diz que eu fui embora
Do mundo, não quero
Que chegue o som
Se alguém me denunciar
Diz que não fui eu
Que o mundo, faz tempo
Que já estava podre
E outra vez me arranco devagarzinho
Ao sentir que não preciso de nada
Só de me balançar
E mesmo que doa
Volto a me perguntar
Pra onde me levam
O que faz essa cabra
Fora do rebanho?
Vamos jogar ela
Do campanário