Compositor: Iñaki Antón / Robe
Como você quer que eu escreva uma música?
Se, ao seu lado, não existe reivindicação nenhuma
A música em que o tempo não passaria
Onde nunca acontece nada
Uma rajada de vento nos visitou
E na árvore, nem um galho se mexeu
A música em que o vento pararia
Onde nunca acontece nada
Num outono, o demônio apareceu
Foi quando a arvorezinha perdeu as folhas
A música em que o tempo atrasaria
Onde nunca aconteceu nada
Uma rajada de vento nos visitou
Mas nosso cata-vento nem se mexeu
A música em que o vento pararia
Onde nunca acontece nada
Enquanto isso, as horas passam
Eu sonho que acordo ao lado dela
Me pergunto se ela está sozinha
E queimo numa fogueira
Como você quer que eu escreva uma música?
Se, ao seu lado, eu perdi a ambição
A música em que o tempo não passaria
Onde nunca acontece nada
A corrente que prendia o relógio às horas se quebrou
O aguaceiro parou, agora, somos duas gotas flutuando
Segurado, por um instante, na cauda do vento, eu me sinto melhor
Esqueci de colocar os pés no chão e me sinto melhor
Voar!
Voar!
Uma rajada de vento nos visitou
E nem nosso cabelo se mexeu
A música em que o vento pararia
Onde nunca acontece nada
Não restará pedra sobre pedra
Porque o vento derrubou tudo
Não, essa música não existe
Não resta nada do passado
Porque o vento levou embora
Não, essa música não existe
Não restará pedra sobre pedra
Porque o vento derrubou tudo
Não, essa música não existe
Não resta nada do passado
Porque o vento levou embora
Não, essa música não existe
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!